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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Plenilúnio em Escorpião



Plenilúnio em Escorpião - Sol em Touro

Escorpião é um signo da água. É a intensidade emocional, a paixão, o sexo, a necessidade de penetrar nos mistérios do ser humano e da vida. Favorece o renascimento pessoal e dos relacionamentos.
A regência de Plutão sinaliza que Escorpião tem um potencial curador, pois está orientado para o âmago das experiências, os mistérios, o oculto, a sexualidade, mas precisa se tornar amigo de seus instintos e emoções, para que estes não tenham poder destrutivo.
A posse e a propriedade – do corpo, do afeto, dos bens – se manifestam com toda a intensidade neste signo que busca o propósito.  Quer conhecer o que está além e não se contenta com as aparências, pois pressente os recursos ainda não manifestos da força conjunta.
Daí, sua tremenda capacidade de revelar os segredos, traduzir as mensagens subliminares e reagir a tudo o que ameace a estabilidade e a fixidez necessária para o cumprimento de um propósito.
Dinâmico, administrador de crises, para as quais sempre encontra soluções, detesta perder o controle dos fatos, pois confia demais em sua intuição animal. É um signo relacionado ao sexo e à morte, pois o sexo em seu ápice é como a pequena morte, que marca uma etapa além da qual todos se transformam. Daí a necessidade de intensidade, de experiências transformadoras, a coragem de enfrentar as perdas e a grande paixão pelas ideias, pessoas ou causas que abraça, nas quais mergulha até o fim para conseguir sua realização.
No amor, é a paixão intensa, a sexualidade sagrada, o mergulho de corpo e alma no outro a quem dá a fidelidade e o afeto, embora prefira saber onde pisa. Por isso, para Escorpião, traições são terremotos, nos quais afunda com toda a sua alma para depois renascer, mais sábio e mais forte.
Características básicas: profundidade, magnetismo, sexualidade, envolvimento emocional, persistência, perspicácia, intuição, desapego, reciclagem, capacidade de cura, desconfiança, inflexibilidade, obsessões, lutas de poder, controle excessivo, ciúmes e vingança.




Touro é um signo de terra. Muito ligado às sensações físicas, é o símbolo da produtividade e persistência, do ritmo lento e decidido. A regência de Vênus dá aos taurinos afetividade, sensualidade e certa indolência. Representa a busca de estabilidade e segurança, com tendência à possessividade e acumulação, o que gera dificuldade com as mudanças. Touro prefere os caminhos seguros e conhecidos e mantém os pés bem firmes na terra, aguentando com paciência o que muitos outros abandonam pela metade.
Quer uma vida simples, que pode chegar ao conformismo, pois é um signo um tanto preguiçoso na hora de mudar. É ele quem tem o papel de concentrar, nas realizações terrenas, todo o impulso e o desejo iniciados por Áries.
Um ser sensual por excelência, Touro compreende a beleza, aspira a ela e tem a obstinação e teimosia necessárias para superar todos os entraves às realizações, sejam de uma ideia, projeto ou inspiração.
Seu objetivo básico é realização e consolidação, e é só a partir do valor que reconhece em algo que se esforça para realizá-lo. Daí que a palavra "valor" é mágica para Touro. Sem vislumbrar o valor de um projeto, ele pouco se anima a sair de sua posição. Essa necessidade de descobrir o valor de tudo inclui suas preferências amorosas, profissionais e existenciais. Mas quando percebe o valor de algo – e isso implica em fazer uma escolha entre mil outras possibilidades – vai até o fim.
Para fazer isso, precisa de grande intimidade com a natureza e as formas da realidade. Assim, conhece os meios corretos para tornar o que faz digno da admiração alheio. Confiável e sólido sabe fazer frutificar algo belo, um dom que pode se manifestar em muitas outras áreas de sua vida.
Características básicas: paciência, persistência, sensualidade, busca de paz, praticidade, estabilidade, sentido da forma e estética, harmonia, beleza, acomodação, teimosia, obstinação, materialismo, ciúme, possessividade. Busca com muita dedicação seus objetivos, mas deve perceber quando é necessário desapegar-se.

Como trabalhar o plenilúnio
Embora opostos, Escorpião e Touro tem em comum algumas características negativas, como inflexibilidade, necessidade de posse e propriedade e o ciúme.  A combinação de ambos exalta o descontrole emocional, a necessidade de possuir e controlar.
Por isso, esse plenilúnio favorece a avaliação da “sombra”, pois Escorpião possibilita um profundo mergulho nos registros do subconsciente para descobrir e transmutar padrões compulsivos, obsessivos, rígidos e escravizantes de Touro.

A energia curadora, mística e transformadora de Escorpião e a tenacidade de Touro, juntas, nos possibilitam alcançar, como a Fênix, o renascimento do Eu.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Círculo Sagrado para Mulheres Contemporâneas



Os Mistérios Femininos são dos Mistérios da Deusa, do Corpo, do Sangue, dos ciclos femininos e dos ciclos na Natureza celebrados desde as sociedades paleolíticas.
Para nossas ancestrais a menstruação, a gestação, o climatério, a morte e o renascimento, as estações do ano e o movimento das galáxias estavam diretamente relacionados e faziam parte do divino existente em cada mulher.
Sacerdotisas, Xamãs e Curandeiras preservaram a Tradição dos Mistérios e o conhecimento das ervas, dos ritos, do uso dos instrumentos, das direções, dos círculos e altares da Deusa, até a chegada dos deuses guerreiros, que instituíram os mistérios do Pai.
Então aquelas que curavam, que traziam crianças ao mundo, que possuíam o dom da profecia terminaram por queimar nas fogueiras da Inquisição.
A menstruação, a intuição, os sonhos, o dom da cura e da visão, o prazer sexual se transformaram em pecado.

Por séculos a mulher perdeu o direito à alma, foi infantilizada e tratada como propriedade, apertada em espartilhos físicos e morais, amordaçada e tolhida em sua liberdade, sua criatividade e sua capacidade de amar, ser e sentir.

Mas a Roda está a girar e a Deusa, exilada nos recantos mais profundos de nosso ser retorna com seus Mistérios. Ela, que habitou desde sempre, como um arquétipo nosso mundo interior, fazendo parte do tecido de nossa própria alma voltou, atendendo o chamado de nosso coração faminto.
A mulher que ouve o chamado da Deusa termina por seguir as pegadas de suas ancestrais. Tal chamado ocorre em qualquer momento na vida e então se inicia a trilha da peregrina em busca de sua reintegração com o Divino Feminino.
Os pré-requisitos para essa busca são a pureza de coração, o amor à Deusa e o respeito pela Natureza. O objetivo é reintegrar o eu fragmentado e chegar ao centro, nossa Ilha Sagrada, a Mona, Shamnalla, Avalon.
E então redescobrir a menina, a mulher, a sacerdotisa, a xamã, a curandeira, a anciã.
Enfim, se redescobrir como Deusa.

A Iniciação nos Mistérios

A jornada Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas, desenvolvida por Mara Barrionuevo e mulheres do Círculo da Lua Negra é circular, solidário, teórico e vivencial, direcionado ao aprendizado, incorporação e celebração dos Mistérios Femininos na Religião da Deusa.
Uma jornada completa possui três ciclos, tais como a triplicidade da Deusa, mas cada ciclo é completo em si.
Cada ciclo é precedido por um Ritual de Abertura e encerrado num trabalho de final de semana - sábado e domingo, finalizado em outro Ritual.
Esse Ritual habilita a mulher a ingressar não apenas no ciclo seguinte, mas a ser admitida no Círculo interno, se assim o desejar.

Alguns dos objetivos da Jornada

* reconhecer a Antiga Religião como a primitiva Religião da Deusa,  recuperando a essência dos ritos ancestrais nos festivais do Sol ( Sabbaths)  nos rituais da roda da Lua (Esbats) e nos Ritos de Passagem femininos.
* diferenciar os estereótipos - modelos culturais, dos arquétipos - modelos da alma, integrantes de nossa psique.
Recuperar tais arquétipos e trazê-los à luz da consciência, a fim de compreendermos e reordenarmos o mosaico interno formado por padrões físicos, mentais, emocionais e espirituais, libertando a mulher primitiva e livre presa nas amarras culturais.
* recuperar nossa conexão com a natureza, seus elementos, sua sabedoria e seus ciclos, integrando-os de forma harmônica a vida quotidiana.
* reconhecer as múltiplas faces que habitam cada mulher. Reaprender a amar-nos em primeiro lugar para que possamos amar plenamente nossos(as) amantes, filhos, amigos e auxiliar da cura deixada por padrões negativos. Amor, compaixão, perdão e emoções são qualidades, não fraquezas.
* reconhecer e trazer à luz nossa sombra e com ela trabalhar de forma amorosa, para que se transforme em nossa aliada em força e autoconhecimento.
* reconhecer como Dádivas Sagradas os Mistérios do Sangue e os Ciclos Femininos, através de Ritos de Passagem relacionados a essas etapas.
* resgatar a antiga sabedoria e poder das filhas da Deusa.

Método de trabalho

Nossa jornada se dará através de aulas teóricas e práticas, exercícios, meditação, artesanato mágico, canto, dança, vivências e rituais.

Informações adicionais:

Tempo de Jornada: um ano e um dia, encontros semanais.
Início / inscrição: 04 de maio
Horário: quintas-feiras, das 19h às 21h30

Inscrição :170,00
Mensalidades: 170,00

Para nos preparmos para recebê-las, faça sua pré-inscrição pelo mail
circulo.da.lua.negra@gmail.com



Algumas informações sobre minha própria Jornada encontram-se nesse blog, sob o título:
Uma Pequena Biografia

Uma Pequena Biografia


Mara Barrionuevo

Não nasci numa lua cheia de Beltaine, tampouco sou uma bruxa hereditária.
Sei apenas que fui gerada num Mabon, porque sou fruto da noite de núpcias de meus pais.
Se existe essa herança, ela não vem dessa vida.
Tive sim uma tia-avó bruxa, Alda era o nome dela, mas ela nada me ensinou. Nem sei se ela sabia dos Deuses Antigos. O que sei é que se vestia de preto, fazia coisas estranhas e curava pessoas. E eu morria de medo dela.

Uma vez um astrólogo me disse: está em seu Mapa sua missão nessa vida – a Lua em Câncer na 9ª casa. Quem sabe de astrologia entenderá.

Comecei a tentar entender o que é oculto aos olhos físicos há 36 anos, através da Teosofia – Charles Leadbeater, Annie Besant e Helena Blavatsky até que, 4 anos depois, Ricardo Lindemann, então presidente da Sociedade Teosófica me disse que ‘estava na hora de entrar’. Tornei-me membro da Loja Dharma da Sociedade Teosófica. Foi com ele também que inicie minha formação em Astrologia.
Mas a Teosofia não me ensina tudo. Estudava Teosofia, Alta Magia e Tarô como caminho iniciático ao mesmo tempo. Descobri G. O. Mebes, Papus, Eliphas Lévis, Aleister Crowley e muitos outros.
Mas, apesar de tantos estudos, faltava algo que desse o real sentido dessa vida. Então descobri a Deusa, há 26 anos. Dois anos depois, fundei meu primeiro coven
.
Enquanto caminhava pela Antiga Fé, outras pessoas surgiram com suas dádivas em meu caminho.
Em 1992 conheci o lama tibetano Chagdud Tulku Rimpoche e fui por ele iniciada em Budismo Vajrayana – Tara Vermelha. Quando Rimpoche mudou-se para o Brasil, organizei o Seminário Internacional Religioso em sua homenagem, no Lindóia Tênis Clube de Porto Alegre.
Em 1993 fui inciada em Reiki I e em 1994 em Reiki II por Jason Thompson. No solstício de verão de 1999, Carmem Heller Barros me iniciou como Traditional Reiki Master, após meses de aprendizado.

Em 1997 minha relação com a Deusa e com o Sagrado Feminino sofreu uma profunda transformação. Acontecia em Glastonbury, UK, o II Goddess Conference. Atravessei o oceano para chegar a Avallon pela primeira vez. Conheci lá maravilhosas sacerdotisas da Deusa, como Lady Olivia Durdin Robertson, Katty Jones, e Levanah Morgan, que por conta de visões que tive num ritual à Arianrhod, me convidou para a Fellowship of Isis.
Foram muitas as peregrinações por lugares sagrados do sudoeste da Inglaterra e muitos os rituais feitos em cada um desses lugares – Stonehenge, Avebury, Silbury Hill, Sanctuary, West Kennet Long Barrow e, pela bondade e manifestação da Deusa de Lammas, um Crop Circle que encontramos no caminho.
Mas a jornada mais significativa e transformadora aconteceu pelas mãos da então Guardião do Chalice Well: a jornada à sagrada Ilha de Avallon. É uma experiência intensa que inclui cerca de cinco horas de caminhada pelo labirinto do Tor. O Tor é uma colina com sete patamares e, em cada patamar alcançado, um ritual para que pudéssemos finalmente alcançar a entrada da Ilha Sagrada, uma pequena caverna escondida sob pedras. É ali que depositamos as oferendas que trazíamos nas mãos e nos permitem adentrar Avallon, e lá permanecer espiritualmente por 7 dias, convivendo com seus mistérios.
Encerro aqui a história de Avallon. Já lhes contei o que pode ser contado.

Na volta ao Brasil, publiquei uma matéria falando sobre o que é permitido falar, acompanhada de uma entrevista que fiz com Katty Jones no jornal O Exotérico, do qual fui a principal colaboradora e assistente de edição por 12 anos.
Nos anos que se seguiram participei de trabalhos da Unipaz, fiz jornadas de tambor, danças circulares, tendas de suor, recebi de Mônica Giraldez o lindo trabalho de Reconsagração do Ventre e, em 2003 fiz a jornada do Milionésimo Círculo, com May East – um lindo trabalho para formação de Guardiãs de Círculos Femininos.
Em 2004 fundei meu último e atual coven: o Círculo da Lua Negra.
Bem, paro por aqui, mas deixo abaixo um resumo.
Não quero cansar os leitores com mais histórias de uma bruxa velha.
com amor
Mara Barrionuevo, Kaillean Kerr Morrighan na Arte

*Pesquisadora das áreas de ocultismo e magia desde 1981
*Pesquisadora de tarô, professora e taróloga desde 1991
*Coordenadora de grupos de estudos sobre a Antiga Fé desde 1991
*Sacerdotisa/ oficiante de Círculos mistos – antiga Fé desde 1992
*Congressista do Gooddess Conference 1997 (trabalhos com Lady Olivia Durdin-Roberson, Levanan Morgan e Kathy Jones, entre outros). Peregrina do Lammas Tor Maze Walk – iniciação dos Mistérios das Sacerdotisas de Avallon – guia: Guardiã do Chalice Well
*Guardiã de Círculos do Sagrado Feminino desde 1997
*Reconsagradora de Ventres desde 2000 – aprendizado iniciático com Mônica Giraldez
*Integrante da Tenda da Terra/UNIPAZ/2002
*Integrante de grupo de Danças Circulares Sagradas/2003 com Miriam Tlaija
*Formação como Guardiã de Círculos em 2003 - Milionésimo Círculo com May East
*Iniciada em Budismo Vajrana por Chagdud Tulku Rimpoche em 1992
*Idealizadora do Iº Seminário Internacional de Espiritualidade e Cultura Religiosa em Porto Alegre – Lindóia Tênis Clube - 1994
*Membro da Loja Dharma da Sociedade Teosófica desde 1993
*Astróloga formada por Ricardo Lindermam – Loha Dharma - 1994
*Iniciada em Reiki I em 1993/Reiki II em 1994 por Jason Thompson.
*Iniciada como Traditional Reiki Master por Carmem Heller Barros em 1999
*Assistente de edição e principal colaboradora do Jornal O Exotérico por 12 anos. Matérias para os jornais Status Vitae, Athame e Aquarius
*Palestrante com foco nas culturas da Deusa em Porto Alegre, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro
*Inúmeras entrevistas para TV sobre inúmeros aspectos da Espiritualidade desde 1992
TV Guaíba (programa Mandala)  - RBS TV - TV Barriga Verde (SC)


*Palestrante/convidada UFRGS – Curso de Ciências Sociais/2015 – Tema: Bruxaria

domingo, 30 de outubro de 2016

Cathbodva



Aquela necessidade de encontrar o Norte
Terra, inverno, frio, morte
Atravessar o Véu Entre os Mundos
Visitar o País do Verão
Morada dos que se foram e dos que voltarão
Adormecer no útero Dela, Sagrado Caldeirão
A Roda, morrer e renascer
germinar, crescer, florescer

Dormir e sonhar outra vida
Quem sabe não mais acordar
Mas não dá para escapar
Toda manhã, novo alvorecer
É sempre assim, morrer e renascer

Então amanhã, quando o sol apontar no horizonte
e a urgência da vida chamar pra mais um dia
Vou empunhar Tua espada, Senhora da Guerra
Pintar o corpo de ocre e de terra
E sair pra batalha que há muito me espera
Nessa guerra  o Corvo comigo
Se lança sobre o inimigo

Anoitecendo, quase Samhain 
Lá fora, nua, hoje é Negra a Lua
Dançam estranhas criaturas nessa festa
Dela a festa na minha floresta
Um brilho da Lua Negra tatuado quando nasci
Bem aqui, invisível na minha testa

Sîd, Glan Dicinn, revoada de Banshee
Morreu a Sacerdotisa Branca
Nasceu a Feiticeira
Feita de Bruma, Ar, Água, Fogo e Terra
Armadura vestida pra guerra!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

DIA MUNDIAL DA DEUSA PORTO ALEGRE

DIA MUNDIAL DA DEUSA PORTO ALEGRE
PARQUE MARINHA DO BRASIL
Av. Borges de Medeiros, 2713

Venha celebrar conosco o dia mundial da Grande Mãe com muita música, dança, poesia, palestras, oficinas, pintura coletiva, reiki, sorteio de brindes e ritual com dança espiral.

PROGRAMAÇÃO

13h00 – Recepção
Equipe de organização identificada com crachá
13h30 - Mini Palestra – O Culto à Grade Mãe
* Mara Barrionuevo
14h00- Oficina - Desbloqueio e alinhamento dos Chakras
* Janinne Herrleinn.
14h30 - O Feitiço da Poesia
* Aninha Barbosa
15h00 - Palestra – A Bruxaria na Educação Convencional
* Aninha Barbosa
15h30 - Oficina de Danças Celtas
* Grupo An Yesh
16h10 – Intervalo
* pic nic de confraternização
* pintura coletiva do vaso para ritual de encerramento
* sorteio de brindes
16h40 - Círculo Feminino – A Roda das Deusas
* Mara Barrionuevo
16h40 - Círculo Masculino – A Deusa e o Sagrado Masculino
* Fernando Augusto Rodrigues
17h30 - Dança do Ventre e Tribal Fusion
* Dani Oliveira
17h50 - Dança Tribal
* Carina Schneider
18h10 – Bruxas no Rock
* Janinne & Morrighan Herrleinn
18h30 - Encerramento
* A Carga da Deusa – Dança Esipiral

ATIVIDADES PARALELAS
* Tenda do Reiki
Durante todo o evento será oferecido gratuitamente Reiki aos participantes
com Janinne Herrleinn e reikianos disponíveis
* Tenda de Oráculos
* Pintura coletiva de vaso para rito de encerramento

O QUE TRAZER
Esteira, cadeira ou almofada para sentar
Lanche e/ou bebida não alcoólica para compartilhar
Flores para o ritual de encerramento

CONTRIBUIÇÃO
Uma lata de leite em pó para doação a orfanato.

Coordenadora local: Mara Barrionuevo (Kaillean Kerr Morrighan)
Contato: circulo.da.lua.negra@gmail.com
Página no facebook:
https://www.facebook.com/Dia-Mundial-Da-Deusa-Porto-Alegre-1075515619183534/
Blog:
http://the-cauldron-of-the-goddess.blogspot.com.br/
Site:
www.worldgoddessday.com/brasil/
Informações: (51) 8658.9899

Fotografia:
Nathalie Pires - @neh8.art - fone (51) 9119.3229
Rai Santos - OTX Cinematográfico
Filmagem:
Jorge Macchi
Brindes:

Vanessa Jardim

domingo, 20 de março de 2016

40 anos de Fellowship of Ísis

Ontem, 19 de março, muita gente pelo planeta comemorou os 40 anos de fundação da Fellowship of Isis.
E eu, tenho algo para contar? Tenho e, quase 19 anos depois, resolvi compartilhar.

Lammas, 1997. Isle of Avalon Fundation. 2º Goddess Conference.
Glastonbury, Somerset, UK

E lá estávamos nós – meu ex-marido e eu, no meio de um ciclo de palestras, workshops, vivências e rituais.
A palestra seguinte seria de da co-fundadora da Fellowship of Ísis, Lady Olivia Durdin-Robertson. Enquanto esperávamos por Lady Olivia, entra para falar uma senhorinha magrinha, curvada, marcas da avançada idade no rosto, um cabelo desarrumado usando um vestido muito simples. Tecido escuro salpicado de florezinhas, como aqueles de nossas avós.

Aos 84 anos, Lady Olivia me ensinou a primeira lição, mesmo antes de começar a falar: não é a aparência, os adornos ou a pompa de vestes rituais que determina quem é você na fila do Círculo.  Um sacerdócio incansável e uma infinita sabedoria se escondem, por vezes, atrás de um vestidinho florido.
Dos ensinamentos dela naquele dia, num inglês carregado de sotaque irlandês – embora tenha nascido em Londres, tenho certeza de que ninguém naquela sala esqueceu.
(A imagem da foto não é daquele dia. É da FOI, Lady Olivia 
Prs. H.)



Num outro momento do Goddess Conference, a palestrante da hora era bem diferente: muito mais jovem e bem vestida, portava um cajado adornado por uma linda bola de cristal.
Uma chatice sem fim a conversa dela. Uma hora falando sobre seu precioso cajado, cuja madeira viera de Wales e a bola de cristal, sei lá ...dormi no meio da história. O nome da moça era Levanah Morgan.
(mais uma que me ensinou: jamais julgue superficial uma sacerdotisa que você não conhece, por uma hora de história)


No final da tarde, Levanah faria um rito com os sacerdotes que vieram com ela. Ritual fechado para quem tinha experiência em rituais. Me interessou o tema: visualização conduzida por espelho num labirinto para chegar a Caer Arianrhod. Hummm ... a moça deve ser sacerdotisa celta.

Para participar da visita a Caer Arianrhod, precisávamos de um espelho.
E pequenos ‘desastres’ em ritual, daqueles que você quer se esconder de vergonha, mas também tem vontade de rir, acontecem nos melhores Círculos.
Pouco antes do ritual, cadê o espelho? Esqueci. Meu ex-marido e eu corremos pela High Street me busca de algum espelho. Encontramos e corremos de volta para o local do ritual.

Chegamos em cima da hora, esbaforidos de correr. Um lindo altar e, na frente dele o precioso cajado. Alexis, ligeiramente atrapalhado tropeça e ...cadê o sagrado cajado? Antes de quase derrubar o altar, o cajado já estava no chão, ligeiramente desmembrado. A maravilhosa bola de cristal correu pelo salão para algum lugar escondido (vantagens de treinamento e disciplina, Levanah não avançou nele, tampouco nos colocou para fora.)

Todos sentados no chão, sacerdotes nos Portais, eu esquadrinhado com os olhos o local atrás da bola de cristal. Achei num canto escondido, mas não dava para furar o círculo e buscar. Ai sim, Levanah tentaria me matar.


Mas, para além da palestra chata e do pequeno ‘desastre’, ela conduzia com maestria o trabalho ritual.
Abertos os Portais, vi um ser alado descer bem no centro do Círculo, olhando para cada um de nós. Mara, para. É animismo. Esfrega os olhos.
Humm .. não pode ser animismo. O rito é celta e quem está ali é “apenas” Ísis Alada. Terminado o ritual, contei para o ex-marido a visão. E ele faz o que? Conta pra Levanah.
Ela me olhou com um cara de espanto e perguntou: você sabe quem somos nós? Respondi que não; me interessou o rito celta.
- Nós somos a Fellowship of Isis (brasileira boca aberta!).
Ah tá, então, então ... é então eu vi Ísis.
- Alguém dê à brasileira desastrada a ficha de filiação, se ela aceitar. A visão de Ísis em ritual nosso, não dá para ignorar.
Levanah continua por ai, para não me deixar ‘mentir sozinha’.

Lady Olivia nunca se limitou ao maravilhoso castelo de sua família na Irlanda, sede da FOI. Criou inúmeros projetos e uma rede de partilha.
Essa rede é chamada de Centro de Projetos Especiais da FOI.
Para administrá-la, Lady Olivia nomeou a Rev. Levanah Morgan, Prs. H.


Parabéns à Fellowship of Ísis pelos 40 anos de fundação.
Minha admiração, respeito e gratidão à Lady Olivia Durdin-Robertson, que nos deixou, mas jamais será esquecida. Seu nome está escrito nas estrelas.


Abençoada Isis, gratidão eterna por ter-me permitido cruzar o caminho de Lady Olivia. Gratidão eterna, embora não saiba até hoje o que fiz para merecer a visão da Tua beleza num ritual.


Minha admiração e respeito à Levanah Morgan que, mesmo depois do ‘pequeno desastre’ da quebra de seu cajado, demonstrou que um verdadeiro HP está muito acima do ego e reconheceu a visão de uma brasileira desastrada.


Ancestors. Blood, Spirit,
We had the honor to drink of their wisdom.
19 years ago I heard her teachings.
She left this world in November 2013. Gratitude for having been with us for so many years.
I miss her immense wisdom and humility.

Blessings, Lady Olivia Durdin-Robertson.

domingo, 6 de dezembro de 2015

A MAGIA DAS ERVAS


No Jardim das Feiticeiras

As ervas foram associadas, ao longo dos séculos, a pratica da bruxaria. Muitas feiticeiras - boa parte delas simples camponesas, mas talentosas herbanárias  foram queimadas por receitar ervas de vida ou de morte, usar ungüentos de vôo ou invocar tempestades no vapor de certas ervas nocivas fervidas com cobras venenosas e galos pretos.
Ingredientes da botânica foram usados por tais mulheres na confecção de talismãs e filtros do amor, na cura de doenças e nos antídotos contra feitiços. Seu herbanário mágico incluía também ervas e plantas comestíveis, usadas em poções que eram bebidas e receitas mágicas, a serem dividas com os deuses em busca de poder ou com os homens em busca do amor.

Ervas de vôo

A antropóloga Margaret Murray pesquisou ativamente as atividades das feiticeiras até a sua morte aos 100 anos, em 1963. Em uma de suas obras, The Witch-Cult in Western Europe, a Dra. Murray transcreve três receitas de ungüentos de vôo, contendo elementos como azeite, fuligem e uma mistura de ervas que varia a cada receita, como cinco folhas e acônito. Em outras receitas antigas os ingredientes, sempre acrescidos de ervas e plantas, incluem veneno de sapo, pó de sepultura e gordura de crianças não batizadas, entre outros. Tradicionalmente, são seis as ervas associadas aos vôo:

Acônito - é uma planta de lindas flores roxas em forma de capuz, dedicada à deusa Hécate. Produz alteração dos batimentos cardíacos e sensação de vôo ou queda.
Cicuta - aparentemente inofensiva, a cicuta possui pequenas flores brancas rendadas, depositárias de um néctar venenoso que intensifica a sensação de vôo pelos ares.
Cinco-folhas - é uma planta de pequenas e delicadas flores brancas, cuja farmacologia não apresenta nenhum efeito comprovado que contribua para a sensação de vôo.
Nenúfar branco - flor aquática semelhante ao lótus e de imensas folhas, suas propriedades associadas a sensação de vôo também não foram comprovadas.
Maria Preta - planta com pequena flor vermelha e frutinhas venenosas de seiva negra, produz, aplicada à pele, tremores e distorção da visão.
Estramônio - lindas flores brancas acompanhadas por estranhos bagos espinhentos e venenosos. Algumas gotas da toxina produzem horas de alucinações.



                                   Plantas que encantam

Além dos ungüentos de vôo, uma infinidade de plantas foi usada em encantamentos, poções e magia de cura.
Para despertar o amor, feiticeiras pulverizavam a pervinca misturada a minhocas sobre a carne que o objeto da paixão deveria ingerir. A mandrágora, com seus bagos verdes chamados por muitos de maças do amor, era utilizada para despertar a paixão, provocar a gravidez e restaurar a virilidade. Elixires utilizados para seduzir incautos jamais dispensavam ingredientes como a rosa e a escarola. A invisibilidade era produzida pelo heléboro negro e a clarividência pelo meimendro. Para aumentar a resistência do corpo às torturas e a agonia da fogueira, muitas feiticeiras se serviram do poder analgésico da verbena, uma planta que tem também a característica de afastar o mal se usada num pequeno sache junto ao corpo. As dores do parto eram suportadas através do uso da beladona, usada até hoje para combater dores de cabeça, e da ergotina, uma droga preparada a partir do esporão, um fungo que cresce no centeio. A digitalina, uma droga usada hoje pela medicina para combater problemas cardíacos, tem suas origens no uso que as feiticeiras fizeram das campainhas roxas da dedaleira, que em grandes doses possuí a mesma propriedade. Para evitar câimbras musculares durante os vôos noturnos (provavelmente provocadas por vassouras não ergométricas), muitas bruxas se serviam do aipo-silvestre e da hera silvestre da terra. A hera da terra também era usada na cura das asmas.



                               Ervas para espantar bruxas

Para se protegerem dos males que as feiticeiras provocavam (afinal, tudo era culpa delas, desde tempestades de granizo até dor de dente), aldeões e beatas solteironas pesquisaram suas próprias ervas mágicas. Algumas eram usadas para afastar as narigudas, enquanto que outras funcionavam como antídoto contra os feitiços.
Cachos amarelos de flores de endro, betônica e angélica, tão singelas quanto a temível cicuta, provocavam repulsa e detinham bruxas e feiosas em geral. O verbasco ou luz do Senhor era mergulhado em sebo e produzia um círio com os mesmos fins. Para proteger os bebes da busca pela sua gordurinha não batizada ou o gado contra feitiço, eram usados ramos de sorva vermelha. Contra o mau-olhado, a arma era a artemísia (que deve seu nome à deusa Ártemis). Para os males provocados pela bruxaria, chá de flor de hibisco.

Grimórios

Os antigos Grimórios, verdadeiras enciclopédias de feitiços, trazem o que os magos cerimonias classificavam como Magia dos Campos. Eis algumas preciosidades:
Meimendro - contribui para o desenvolvimento do amor e do ato sexual. Trazer consigo faz com que o homem se torne, aos olhos da mulher, agradável e jovial.
Verbena - cura úlceras, incontinência urinária, contusões e hemorróidas. Favorece o amor e a riqueza. Crianças que a trazem consigo são educadas e tem bom humor. Afungenta os espíritos malignos e os demônios. É um excelente talismã.
Oliveira - contra dor cabeça, escrever Athena sobre a folha e aplicá-la sobre a cabeça.
Artemísia - usada para proteção e contar fadiga em viagens.

Incensos
Produz-se um incenso natural, jogando algumas ervas trituradas, sozinhas ou combinadas, sobre pedras de carvão incandescentes:
Limpar ambientes carregados - alecrim, sálvia, alfavaca e casca de alho.
Alegrar ambientes tristes - noz-moscada, lavanda, hortelã e alecrim.
Atrair prosperidade -  canela, girassol, noz-moscada, bálsamo e hortelã.
Acalmar ambientes agitados -  canela, cardamomo, anis, camomila e macela.

Atrair o amor - cravo, jasmim, mirra, alfazema, verbena, melissa, canela.


Ervas, plantas e planetas

O conhecimento da regência astrológica de ervas e plantas desempenha um papel fundamental nos trabalhos de magia prática e medicina natural, onde o reino vegetal é utilizado tanto para a cura como para compor encantamentos, filtros e poções.
Cada um dos sete planetas ocultos rege um ser do mundo vegetal, seja árvore, erva, flor, fruta ou legume. Cada planeta rege ainda, em geral, as diferentes partes de uma planta: Júpiter rege os frutos, Vênus as flores, Mercúrio as sementes e cascas, Saturno as raízes, Marte o tronco e a Lua as folhas.
A identificação das plantas regidas por cada um dos sete planetas é possível a partir da observação de algumas características que o planeta imprime na planta. Nem todas as plantas regidas pelo planeta possuirão tais características por serem elas, muitas vezes, regidas por mais de um planeta.
Em alguns casos, mesmo sem o conhecimento astrológico, algumas plantas se fazem fáceis de identificar, por serem “a cara do planeta”. É fácil associar a rosa perfumada a vaidosa Vênus, a urtiga ao guerreiro Marte, o cânhamo ao sisudo Saturno, o girassol ao astro dourado ou os misteriosos cogumelos à rainha da noite.

Planetas e Plantas

Sol  - as ervas regidas pelo astro-rei são geralmente aromáticas e de sabor acidulado. Algumas trazem o sol estampado em suas flores ou folhas e seguem os movimentos do sol, como o girassol; outras se abrem pouco a pouco, quando o sol se levanta, como a peônia; outras ainda fecham suas folhas quando o sol se afasta. Algumas permanecem sempre verdes, como o loureiro.
Plantas do Sol: Loureiro, palmeira, cafeeiro, nogueira, freixo, vidoeiro, giesta, girassol, heliotrópio, trigo, louro, açafrão, alecrim,  alcachofra, palmito, angélica, camomila, visco, arruda, dália, verbena, canela, cardamomo, cevada, cravo-da-índia, manjerona, tomilho, cítricos, ligústica, junípero, vinha, rosmarinho, erva-de-são-joão.
Lua - à deusa da noite são consagradas as plantas da água, como o lótus e as  que sofrem a influência das fases lunares, como o lírio branco. A regência da lua também aparece em plantas com folhas grandes como a bardana e nas esponjosas ou leitosas com sabor insípido, como o repolho. Muitas vezes são narcóticas, como o tabaco.
Plantas da Lua: Palmeira, salgueiro, murta, bardana, nenufar, lírio, lótus, copo-de-leite, agrião, alface, couve, artemísia, junco, pepino, melão, narciso, rosa branca, rosa silvestre, abóbora, aveia, beldroega, beringela, melancia, semente de papoula, repolho, camomila,  cogumelos, alga marinha, verduras folhosas, tabaco, chá-da-índia.
Marte - o planeta guerreiro rege plantas com grande abundância de calor, como o alho; as que fazem chorar, como a cebola; as que tem espinhos, picam, provocam coceiras ou inflamação na pele, como a urtiga e o cacto. Seu sabor é ácido e picante.
Plantas de Marte: Espinheiro, acácia, araucária, mostardeira, pau-brasil, gengibre, coentro, alcaparra, salsa, urtiga, aloé, manjericão, cominho, orégano, cebola, alho, mostarda, tansagem, pimenta, cacto, estragão, absinto, aipo, alcachofra, favas, hortelã, noz-moscada, rábano, taioba, ruibarbo, erva-férrea, assa-fétida, betônica, genciana, sangue-de-dragão, gengibre, salsaparrilha, basílico, lúpulo, escamônia, colocíndita.
Mercúrio - as plantas regidas pelo polivalente Mercúrio são um pouco mais difíceis de classificar, pois são de composição variada e diferentes cores. Em geral, as flores são abundantes e pequenas, como a camomila e a hortênsia.
Plantas de Mercúrio: Pessegueiro, aveleira, amoreira, endro, madressilva, alcaçuz, anis, camomila, agárico, azaléia, hortênsia, sempre-viva, avenca, manjerona, acelga, serralha, chicória, lingústica, endívia, alcaravia, cáscara sagrada, ênula, feno-grego, lavanda, mandrágora, salsa, valeriana, funcho, flores do campo, mil-folhas, mercurial.
Júpiter - o  rei dos deuses rege árvores majestosas e portadoras de felicidade, como o carvalho e  ervas aromáticas e de olfato agradável, como a hortelã; rege também os frutos oleaginosos e de grandes sementes, como o abacate e as nozes.
Plantas de Júpiter: Carvalho, oliveira, álamo, figueira, plátano, videira, caneleira, castanheiro, hortelã, meimendro, agrimônia, bálsamo, cardamomo, cravo, noz-moscada, sálvia, nozes, amêndoas, abacate, avelãs, castanha, gergelim, marmelo, rabanete, trigo sarraceno, ameixa, amora, cereja, anis, borragem, betônica, sangüinária, trevo, dente-de-leão, hissopo, junípero, erva-cidreira, cinco-follhas, cana-de-açúcar.
Vênus - o planeta do amor caracteriza suas plantas pelo perfume, como a rosa e a valeriana e pela doçura dos frutos e abundância de sementes, como os figos. Suas flores são belas e muitas plantas são afrodisíacas, como a romã.
Plantas de Vênus: Macieira, tamareira, oliveira, bergamoteira, laranjeira, vidoeiro, romazeira, verbena, valeriana, melissa, hortelã, cravo-da-índia, bétula, matricária, poejo, alfazema, beladona, bardana, figos, pêras, romãs, morangos, groselha, maça, rosa, jasmim, milho, framboesa, couve-flor, flores de acácia, narciso, sabugueiro, rosa de damasco, tanaceto, tomilho, violeta, banana-da-terra, gerânio, pinho, baunilha.
Saturno - o poderoso e mau humorado Saturno rege as plantas venenosas e que entorpecem, como a maconha, as que não produzem frutos ou produzem frutos, raízes, folhas ou galhos negros, como a figueira negra e o pinheiro. Seu odor é forte ou ácido, o sabor é amargo e o crescimento lento.
Plantas de Saturno: Figueira negra, freixo, nespeira,  pinheiro, cipreste, azevinho, sorveira, choupo, arnica, beladona, confrey, cânhamo, arruda, maconha, tabaco, acônito, cicuta, meimendro negro, mandrágora, papoula, vetiver, tomilho, teixo, cevada, cominho, salsa, heléboro, caraxixu (erva-moura), selo-de-salomão, cavalinha.

Talismãs Astrológicos

Um talismã simples, feito de ervas, pode ser executado mediante a mistura de 9 ervas numa pequena sacola de tecido. Para o amor, ervas de Vênus; para a prosperidade, Júpiter e o Sol; para proteção, Júpiter, Sol e Lua; para afastar energias indesejáveis, ervas de Saturno; para disputas, Marte; para o comércio, ervas de Mercúrio.

Plantas medicinais e seu preparo

A utilização de plantas medicinais, chamada hoje fitoterapia,  é sem dúvida o método de medicação mais antigo da história da humanidade e seu estudo sistemático data de 5 mil anos, época dos sumérios. Tal conhecimento surgiu da necessidade do homem de melhorar sua saúde, aumentar sua força e curar suas feridas. Homens primitivos, camponeses, nobres medievais e tribos indígenas de todos os continentes utilizaram-se da dádiva sagrada e curadora da Mãe Terra. O imperador chinês Shen-nung (3737-2697 ªC.) escreveu um livro chamado Pen-ts’ao, com mais de 300 preparados medicinais com ervas.  No Egito, por volta de 2.000 ªC., dois mil doutores praticavam a medicina das ervas, de acordo com um registro chamado Papiro Ebers. Entre os gregos, o uso de ervas foi tão difundido que o próprio Aristóteles contava com mais de 300 espécies plantadas em seu jardim, de acordo com o filósofo grego Teofrasto. O primeiro tratado europeu sobre ervas medicinais foi compilado por Dioscórides, médico grego, e o primeiro livro publicado em inglês, o Grete Herball, data do ano de 1526. No ano de 1597 o cirurgião inglês John Gerard, médico do rei James I, publicou uma das mais importantes obras desse sobre o tema, o Gerard’s Herball, seguido da publicação de John Parkinson, o Theatrum Botanicum.
A medicina moderna tem, entre seus especialistas, aqueles que utilizam a fitoterapia e a homeopatia com método de tratamento. Mesmo dentre a medicação produzida em laboratório, muitas das drogas derivam de recompilações botânicas, como é o caso da digitalina, usada durante séculos para combater males do coração e reconhecida cientificamente pelo médico inglês William Withering como droga eficiente no tratamento das enfermidades coronárias.
O primeiro passo para a utilização das ervas e plantas é sua correta preparação, que deve ser feita em recipientes de vidro, esmalte ou inox, sendo desaconselháveis o uso de alumínio, ferro e estanho. A seguir, os métodos mais utilizados e seu preparo:

Infusão - ferver água e despejar sobre a erva, tampando em seguida a mistura, que deve descansar assim por 10 minutos. Na infusão usam-se folhas e flores. O chá medicinal deve ser filtrado em pano de algodão ou linho e consumido em horários sistemáticos. Após a preparação, dura aproximadamente 8 horas.

Decoção - é a ação de cozinhar a parte desejada - normalmente raízes, sementes, cascas ou caules - durante o período de 15 a 30 minutos.

Maceração - colocar de molho a erva – no caso,  folhas e flores em água fria, vinho, álcool, conhaque, leite, óleo  ou cachaça pelo período de 1 a 24 horas. Esse método mantém vitaminas e sais minerais.

Banho - cozinhar por 20 minutos entre 100 e 500 gr da erva em 10 litros de água.

Compressas - acrescentar a erva à água a ponto de entrar processo de fervura. Deixar ferver por alguns minutos e aplicá-la, quente e com parte de um tecido atoalhado. Para hemorragias, edemas, hematomas e ferimentos em geral, a compressa é aplicada fria.

Tintura - preparada com quaisquer partes da planta, com 30% de erva, 60% de álcool de cereais e 10% de água da chuva ou destilada. Misturar os ingredientes num vidro escuro e guardá-lo num local escuro por 20/30 dias (com folhas tenras pode ser usado após 8 dias). Filtrar antes do uso.
Ungüento - cozinhar em banho-maria por 1 hora ou deixar sob o sol forte durante 4 horas a mistura de 10 partes de gordura vegetal (vaselina, manteiga de cacau, etc.) e 3 parte de sumo fresco da planta (basta triturá-la). Pode-se acrescentar cera de abelha.

Pomada - misturar e guardar em lugar fresco partes iguais de lanolina anidra, tintura de erva e vaselina.

Alguns exemplos de uso das ervas com fins estéticos e no combate de males simples, preparadas de acordo com os variados métodos existentes em herbolários:

Anti-rugas - creme feito com 20gr de flor de calêndula macerada em 250g de azeite de oliva e conservada por 10 dias em vidro escuro. Filtrar num pano e espremer bem.

Bolsas nas pálpebras - cavalinha  ou camomila em compressas da erva em infusão. Folhas frescas e bem lavadas de erva cidreira, diretamente no local. Rodelas de pepino descascado e envoltos em gaze, aplicados sobre os olhos por 20 minutos.

Cabelos
Oleosos : alfazema em tintura: 20 gr folhas para 100 ml de álcool de cereais. Queda: gervão em chá; babosa como revitalizante em creme condicionador: bater no liqüidificador 1 folha de babosa, 1 colher de óleo de amêndoas e 1 colher de maizena. Caspa: bardana, usada como chá após a lavagem. Clarear: chá de camomila. Escurecer: enxaguar os cabelos com 50 gr de  folha de nogueira em 1lt de água em infusão por 10 minutos, acrescida de ½ copo de vinagre de vinho.
Crescimento: 100gr de folhas frescas de agrião espremido.

Celulite - hera terrestre e sálvia em banhos e cremes. Chá de verbena: 50gr em 1 lt de água fervidos por 10 min. Indispensável associar a um tratamento local.

Cólica menstrual - catinga de mulata, malva e artemísia em chás. Manjerona como ungüento aplicado sobre o ventre.

Contusões - alecrim em tintura, confrei em ungüento: 5 partes de cada ingrediente: suco fresco de confrei, vaselina e  lanolina cozidos em banho-maria por meia hora.

Obesidade - malva, sabugeiro, carqueja, losna, salsa em chá por 40 dias.

Pele
Manchas e espinhas: confrei em forma de creme ou pomada.
Oleosa: pepino, tomate, levedo e limão (ao sol, provoca manchas).
Seca: abacate e pêssego.

Pés
Suor : banho de imersão de 15 minutos: 100gr de sálvia cozida em fogo brando por 10 min em 3 litros de água.
Cansaço: banho de imersão de 15 minutos: 40gr de folha de nogueira cozida em 1 lt de água.

Prisão de Ventre - 3 ameixas, 1 cravo-da-índia e ¼ lt de água quente macerados durante a noite. Ferver pela manhã por 3 minutos e beber antes do almoço acrescentando 1 colher de chá de mel. A polpa de uma maça fervida por 10 minutos em ¼ de lt de água com a casca de 1 limão. Tomar pela manhã.

A Farmácia da Natureza

Bebê com cólica? Chazinho de erva-doce. Você tá nervoso? Chá de camomila! Receitas que a tataravó passou para a biza, que passou para avó e assim sucessivamente. A verdade é que, 3º milênio, e o bebê continua tomando chá de erva doce e nós continuamos adeptos da camomila. E continua funcionando perfeitamente. Mesmo vindas da natureza, algumas ervas possuem contra-indicações e efeitos colaterais, o que torna desaconselhável seu uso indiscriminado. Algumas são venenosas e podem provocar doenças graves. Nada de mascar cicuta, dentro do espírito ou mata ou cura, pois pode apostar que mata! E nada de excluir a consulta médica ou os medicamentos; um autodiagnostico errado pode provocar sérios problemas de saúde. Outra experiência perigosa é tentar colher ervas selvagens para uso medicinal; se você não for um especialista, desista!
Mas algumas ervas medicinais e populares, plantadas num jardim ou em vasos, bem ao estilo da nossa avó, podem se transformar numa pequena farmácia caseira e natural, desde que respeitadas algumas condições de plantio e manutenção:

1. Plantar as mudas na terra e transplantá-las, se for o caso, apenas na lua nova, usando hormônios vegetais para que as mudas peguem mais rápido.
2. Manter as ervas e plantas sempre em contato com a luz solar, atentando para o equilíbrio da água - sempre pura - e as correntes de vento.
3. Não usar adubos ou defensivos químicos; podar sempre partes secas ou amareladas.

De posse da “sofisticada tecnologia” de plantio, basta escolher algumas dentre as inúmeras plantas que farão parte da horta caseira. Alguns exemplos e usos, de acordo com as obras Erva-Viva, de Mary Caran e Natureza Amiga:

Alecrim - calmante, bom para memória, coração, cansaço e stress, regula a pressão e estimula a circulação, é desinfetante, cicatrizante, expectorante e antidepressivo (pela ação da colina que se contrapõe a adrenalina). Possui vitamina C e B12, que atua em dermatites e feridas. Colocado sobre brasas, desinfeta o ambiente. O banho é melhor que o chá. Na infusão, usar somente folhas e flores. Para adubá-lo, usar casca de ovo.
Alfazema - atua na dor de cabeça, gota, retenção urinária, tontura, enxaqueca, dor de garganta e gases de bebes recém nascidos. Crianças fracas devem banhar-se com alfazema. Propaga-se por mudas e sementes na primavera. Não gosta de chuva.
Artemísia - indicada para cólicas menstruais, sob a forma de chá e como condimento no preparo de comidas gordurosas para evitar indigestão. Para pés cansados e doloridos, usar como banho. Gosta de lugares arejados e ensolarados.
Arruda - indicada para lavagem de feridas e sarnas, para irritação nos olhos e cansaço (em compressas). Não deve ser usada em doses muito fortes. É proibida  na gravidez.
Babosa - emoliente nos casos de tumores, inflamações, queimaduras e urticárias. O uso interno é limitado. Proibido para gestantes e portadores de hemorróidas. Suas mudas são feitas à partir de “filhotes” soltos de sua base.
Bardana - diurética, atua na bronquite, cálculos renais, biliares e da bexiga, gastrites, gota, enfermidades cardíacas, prisão de ventre, reumatismo, herpes e envenenamento por mercúrio. Cresce com facilidade e sem grandes cuidados.
Boldo - indicado contra insônia e como digestivo. Atua contra fraqueza, gases, reumatismo, dor de estômago e de cabeça. Sua muda se faz por galhos.
Camomila - estômago fraco, dor de cabeça, resfriado, calmante, digestivo. Seu uso exagerado pode enfraquecer os nervos e provocar icterícia. Cultivada através de sementes, a planta morre após a colheita das flores.
Confrei - poderoso cicatrizante (possui alantoina), auxilia no desenvolvimento de novas células. Atua na leucemia, diabetes, hepatites, úlceras e gastrites. Para eliminar infecção de cortes, usar com própolis. Usar com cuidado:  possui alcalóides perigosos.
Cavalinha - mineralizante, combate problemas renais (possui sílica). Atua na bexiga, nas bronquites, tuberculoses e inflamações da garganta. Como compressa, pode ser usada em úlceras, edemas e olhos inflamados.
Erva Cidreira - dores de cabeças, de dentes (em bochechos), desmaios, afecções gástricas e intestinais, dores reumáticas, tosse, enxaqueca e icterícia. Gosta de sol e suas mudas dividem-se por touceiras. Renová-la 2 vezes por ano.
Erva Doce - acalma dores de dente e ouvido, atua na tosse, náusea, diarréia e gases. A raiz é diurética e não deve ser tomada por mais de 3 dias seguidos. Propaga-se por sementes, gosta de solos argilosos e bem drenados.
Gervão - indicado para queda de cabelo, problemas de fígado, anemia e icterícia.
Hortelã - purificador e fortificante, usa-se para asma, cólicas intestinais, vermes, insônia (com mel), calmante para dores no corpo, dores de dente e cansaço. Existem 25 variedades diferentes.
Losna - empregada nos catarros, cólicas, náuseas, menstruação dolorosa, limpa os órgãos e reforça o organismo debilitado, combate obesidade e diabetes.
Manjericão - além do uso culinário, atua nas fraquezas, anemias, tosse, febre, cansaço, é diurético e calmante. Nas afecções da garganta é usado com gargarejos e em compressa sobre mamilos doloridos.  Propaga-se por galhos em solos soltos e na sombra. Não é simpáticos a clima muito frios.
Majerona - além do uso na culinária, atua na debilidade muscular e dos nervos, nos reumatismos e resfriados.
Malva - usada antigamente em saladas, atua na tosse, rouquidão, prisão de ventre, inflamações da pele, da bexiga e dos rins, nas dores de dente e de garganta. Gosta de terra boa e pouca água.
Melissa - indicada para dor de cabeça, insônia e cansaço.
Tansagem - atua contra problemas da boca e garganta, picada de insetos, doenças venéreas e problemas de ordem sexual. Puxa espinhas da pele.

Texto: Mara Barrionuevo para o jornal O Exotérico, 2003
Bibliografia nos textos
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Mas para encerrar 2015 um segredo ainda vou contar

Você já leu por ai sobre alguma antiga poção fervida pela Bruxa num velho caldeirão, impossível de imaginar de onde aquilo a Bruxa foi tirar?
Humm .. e se ela fervia na macabra receita um pequeno dragão com olho de gato, o pé de um corvo e um sapo?
Não fuja, não. A mistura que acabei de inventar pra você serve só pra lhe contar que isso ai nada mais é do que estragão, escabiosa, gerânio branco e linho.
Mas não ferve isso porque minha mistura não serve para nada.
Só estou te dando um exemplo de como, pelas velhas e espertas Bruxas, dando nome de bicho pra erva em Grimório, você ficou assustado por nada.