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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Afrodite - Amor, Sensualidade e Sexualidade



Cada mulher é protagonista de uma jornada que começa com seu nascimento e, ao longo da vida, será confrontada com desafios dos quais o resultado será o reflexo de suas escolhas.
A forma de escolher/ver/viver a vida, depende intimamente do conhecimento que cada uma tem de si mesma, de seus valores, potenciais e capacidade criativa de assimilar vitórias e fracassos. Infelizmente tais valores são, em sua maioria, influenciados por estereótipos patriarcais que dizem o que a sociedade espera da mulher.
Resgatar nossa sacralidade é obter de volta o poder, a inteireza e o reconhecimento da força interior, se desvencilhando de rótulos e limitações.
As Deusas precisam de expressão na vida da mulher, para que aconteça o despertar da consciência feminina. É esse despertar que possibilita viver de forma criativa e positiva o amor, a sensualidade, a sexualidade, os relacionamentos em suas várias facetas, o trabalho e a relação consigo mesma.

Quando Afrodite está ativa e presente em nosso íntimo, um magnetismo pessoal nos induz a caminhar em um campo carregado de beleza, erotismo, percepção sensual e sexual.
Nos tornamos atraentes e vibrantes interna e externamente. O estado de encantamento é evocado.
É a energia sutil de Afrodite que nos faz ver a nós e ao mundo não como um estereótipo, mas com uma Deusa/mulher revelando sua imagem interior. Através dos olhos de Afrodite, vislumbramos o mundo nas suas diversas e infindáveis possibilidades. Cores, cheiros, sabores, sons, toques.

Desconhecer nossa Afrodite interior é viver no deserto árido, sem cor, sem vida. Afrodite é uma necessidade imperativa. Ela é a Beleza e a Deusa amada que nos sorri. É através dela que os outros deuses se manifestam e deixam de ser meras abstrações arquetípicas. É a Deusa Alquímica, que carrega graciosamente qualidades das Deusa Virgens (aquelas independentes, autoconfiantes, que dispensam aprovação alheia) e das Deusa Vulneráveis (aquelas cujo bem estar depende de um relacionamento estável e representam os papéis tradicionais de esposa, mãe e filha).
Afrodite aprimora nossa percepção do mundo e de nós mesmas. E ‘perceber’ é o modo de conhecer o mundo e nossa Deusa Afrodite.
Ela é sedução pura que nos revela a nudez das coisas.




PROGRAMAÇÃO
* Apresentação
* Afrodite na Mitologia
* Resgatando amor e beleza da Afrodite interior
* Receitas simples e naturais: cremes, shampoos, sabonetes, etc
* O poder mágico das ervas: cura e beleza de dentro para fora
* Óleo afrodisíaco, Poção de Afrodite, Banhos e Talismã do Amor
* Dançando com Afrodite
* Encerramento com um lindo Ritual para a Deusa do Amor

O que trazer:
1 rosa
1 vela
Se desejar, tudo aquilo que lhe remeta a Deusa do Amor para consagrar (talismãs, imagens, símbolos, velas, incenso, flores, conchas, etc)
Lanche e/ou bebida para confraternizar

Quando: 27 de maio, sábado, das 10hs às 21h00

Onde: Rua Carlos Silveira Martins Pacheco nº 10 sala 508 – Bairro Cristo Redentor
Procure chegar 15min antes do horário marcado, para nos dirigirmos juntas ao terraço

Investimento: 170,00
Inscrições até 25 maio via depósito bancário - número inbox

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Plenilúnio em Escorpião



Plenilúnio em Escorpião - Sol em Touro

Escorpião é um signo da água. É a intensidade emocional, a paixão, o sexo, a necessidade de penetrar nos mistérios do ser humano e da vida. Favorece o renascimento pessoal e dos relacionamentos.
A regência de Plutão sinaliza que Escorpião tem um potencial curador, pois está orientado para o âmago das experiências, os mistérios, o oculto, a sexualidade, mas precisa se tornar amigo de seus instintos e emoções, para que estes não tenham poder destrutivo.
A posse e a propriedade – do corpo, do afeto, dos bens – se manifestam com toda a intensidade neste signo que busca o propósito.  Quer conhecer o que está além e não se contenta com as aparências, pois pressente os recursos ainda não manifestos da força conjunta.
Daí, sua tremenda capacidade de revelar os segredos, traduzir as mensagens subliminares e reagir a tudo o que ameace a estabilidade e a fixidez necessária para o cumprimento de um propósito.
Dinâmico, administrador de crises, para as quais sempre encontra soluções, detesta perder o controle dos fatos, pois confia demais em sua intuição animal. É um signo relacionado ao sexo e à morte, pois o sexo em seu ápice é como a pequena morte, que marca uma etapa além da qual todos se transformam. Daí a necessidade de intensidade, de experiências transformadoras, a coragem de enfrentar as perdas e a grande paixão pelas ideias, pessoas ou causas que abraça, nas quais mergulha até o fim para conseguir sua realização.
No amor, é a paixão intensa, a sexualidade sagrada, o mergulho de corpo e alma no outro a quem dá a fidelidade e o afeto, embora prefira saber onde pisa. Por isso, para Escorpião, traições são terremotos, nos quais afunda com toda a sua alma para depois renascer, mais sábio e mais forte.
Características básicas: profundidade, magnetismo, sexualidade, envolvimento emocional, persistência, perspicácia, intuição, desapego, reciclagem, capacidade de cura, desconfiança, inflexibilidade, obsessões, lutas de poder, controle excessivo, ciúmes e vingança.




Touro é um signo de terra. Muito ligado às sensações físicas, é o símbolo da produtividade e persistência, do ritmo lento e decidido. A regência de Vênus dá aos taurinos afetividade, sensualidade e certa indolência. Representa a busca de estabilidade e segurança, com tendência à possessividade e acumulação, o que gera dificuldade com as mudanças. Touro prefere os caminhos seguros e conhecidos e mantém os pés bem firmes na terra, aguentando com paciência o que muitos outros abandonam pela metade.
Quer uma vida simples, que pode chegar ao conformismo, pois é um signo um tanto preguiçoso na hora de mudar. É ele quem tem o papel de concentrar, nas realizações terrenas, todo o impulso e o desejo iniciados por Áries.
Um ser sensual por excelência, Touro compreende a beleza, aspira a ela e tem a obstinação e teimosia necessárias para superar todos os entraves às realizações, sejam de uma ideia, projeto ou inspiração.
Seu objetivo básico é realização e consolidação, e é só a partir do valor que reconhece em algo que se esforça para realizá-lo. Daí que a palavra "valor" é mágica para Touro. Sem vislumbrar o valor de um projeto, ele pouco se anima a sair de sua posição. Essa necessidade de descobrir o valor de tudo inclui suas preferências amorosas, profissionais e existenciais. Mas quando percebe o valor de algo – e isso implica em fazer uma escolha entre mil outras possibilidades – vai até o fim.
Para fazer isso, precisa de grande intimidade com a natureza e as formas da realidade. Assim, conhece os meios corretos para tornar o que faz digno da admiração alheio. Confiável e sólido sabe fazer frutificar algo belo, um dom que pode se manifestar em muitas outras áreas de sua vida.
Características básicas: paciência, persistência, sensualidade, busca de paz, praticidade, estabilidade, sentido da forma e estética, harmonia, beleza, acomodação, teimosia, obstinação, materialismo, ciúme, possessividade. Busca com muita dedicação seus objetivos, mas deve perceber quando é necessário desapegar-se.

Como trabalhar o plenilúnio
Embora opostos, Escorpião e Touro tem em comum algumas características negativas, como inflexibilidade, necessidade de posse e propriedade e o ciúme.  A combinação de ambos exalta o descontrole emocional, a necessidade de possuir e controlar.
Por isso, esse plenilúnio favorece a avaliação da “sombra”, pois Escorpião possibilita um profundo mergulho nos registros do subconsciente para descobrir e transmutar padrões compulsivos, obsessivos, rígidos e escravizantes de Touro.

A energia curadora, mística e transformadora de Escorpião e a tenacidade de Touro, juntas, nos possibilitam alcançar, como a Fênix, o renascimento do Eu.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Círculo Sagrado para Mulheres Contemporâneas



Os Mistérios Femininos são dos Mistérios da Deusa, do Corpo, do Sangue, dos ciclos femininos e dos ciclos na Natureza celebrados desde as sociedades paleolíticas.
Para nossas ancestrais a menstruação, a gestação, o climatério, a morte e o renascimento, as estações do ano e o movimento das galáxias estavam diretamente relacionados e faziam parte do divino existente em cada mulher.
Sacerdotisas, Xamãs e Curandeiras preservaram a Tradição dos Mistérios e o conhecimento das ervas, dos ritos, do uso dos instrumentos, das direções, dos círculos e altares da Deusa, até a chegada dos deuses guerreiros, que instituíram os mistérios do Pai.
Então aquelas que curavam, que traziam crianças ao mundo, que possuíam o dom da profecia terminaram por queimar nas fogueiras da Inquisição.
A menstruação, a intuição, os sonhos, o dom da cura e da visão, o prazer sexual se transformaram em pecado.

Por séculos a mulher perdeu o direito à alma, foi infantilizada e tratada como propriedade, apertada em espartilhos físicos e morais, amordaçada e tolhida em sua liberdade, sua criatividade e sua capacidade de amar, ser e sentir.

Mas a Roda está a girar e a Deusa, exilada nos recantos mais profundos de nosso ser retorna com seus Mistérios. Ela, que habitou desde sempre, como um arquétipo nosso mundo interior, fazendo parte do tecido de nossa própria alma voltou, atendendo o chamado de nosso coração faminto.
A mulher que ouve o chamado da Deusa termina por seguir as pegadas de suas ancestrais. Tal chamado ocorre em qualquer momento na vida e então se inicia a trilha da peregrina em busca de sua reintegração com o Divino Feminino.
Os pré-requisitos para essa busca são a pureza de coração, o amor à Deusa e o respeito pela Natureza. O objetivo é reintegrar o eu fragmentado e chegar ao centro, nossa Ilha Sagrada, a Mona, Shamnalla, Avalon.
E então redescobrir a menina, a mulher, a sacerdotisa, a xamã, a curandeira, a anciã.
Enfim, se redescobrir como Deusa.

A Iniciação nos Mistérios

A jornada Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas, desenvolvida por Mara Barrionuevo e mulheres do Círculo da Lua Negra é circular, solidário, teórico e vivencial, direcionado ao aprendizado, incorporação e celebração dos Mistérios Femininos na Religião da Deusa.
Uma jornada completa possui três ciclos, tais como a triplicidade da Deusa, mas cada ciclo é completo em si.
Cada ciclo é precedido por um Ritual de Abertura e encerrado num trabalho de final de semana - sábado e domingo, finalizado em outro Ritual.
Esse Ritual habilita a mulher a ingressar não apenas no ciclo seguinte, mas a ser admitida no Círculo interno, se assim o desejar.

Alguns dos objetivos da Jornada

* reconhecer a Antiga Religião como a primitiva Religião da Deusa,  recuperando a essência dos ritos ancestrais nos festivais do Sol ( Sabbaths)  nos rituais da roda da Lua (Esbats) e nos Ritos de Passagem femininos.
* diferenciar os estereótipos - modelos culturais, dos arquétipos - modelos da alma, integrantes de nossa psique.
Recuperar tais arquétipos e trazê-los à luz da consciência, a fim de compreendermos e reordenarmos o mosaico interno formado por padrões físicos, mentais, emocionais e espirituais, libertando a mulher primitiva e livre presa nas amarras culturais.
* recuperar nossa conexão com a natureza, seus elementos, sua sabedoria e seus ciclos, integrando-os de forma harmônica a vida quotidiana.
* reconhecer as múltiplas faces que habitam cada mulher. Reaprender a amar-nos em primeiro lugar para que possamos amar plenamente nossos(as) amantes, filhos, amigos e auxiliar da cura deixada por padrões negativos. Amor, compaixão, perdão e emoções são qualidades, não fraquezas.
* reconhecer e trazer à luz nossa sombra e com ela trabalhar de forma amorosa, para que se transforme em nossa aliada em força e autoconhecimento.
* reconhecer como Dádivas Sagradas os Mistérios do Sangue e os Ciclos Femininos, através de Ritos de Passagem relacionados a essas etapas.
* resgatar a antiga sabedoria e poder das filhas da Deusa.

Método de trabalho

Nossa jornada se dará através de aulas teóricas e práticas, exercícios, meditação, artesanato mágico, canto, dança, vivências e rituais.

Informações adicionais:

Tempo de Jornada: um ano e um dia, encontros semanais.
Início / inscrição: 04 de maio
Horário: quintas-feiras, das 19h às 21h30

Inscrição :170,00
Mensalidades: 170,00

Para nos preparmos para recebê-las, faça sua pré-inscrição pelo mail
circulo.da.lua.negra@gmail.com



Algumas informações sobre minha própria Jornada encontram-se nesse blog, sob o título:
Uma Pequena Biografia

Uma Pequena Biografia


Mara Barrionuevo

Não nasci numa lua cheia de Beltaine, tampouco sou uma bruxa hereditária.
Sei apenas que fui gerada num Mabon, porque sou fruto da noite de núpcias de meus pais.
Se existe essa herança, ela não vem dessa vida.
Tive sim uma tia-avó bruxa, Alda era o nome dela, mas ela nada me ensinou. Nem sei se ela sabia dos Deuses Antigos. O que sei é que se vestia de preto, fazia coisas estranhas e curava pessoas. E eu morria de medo dela.

Uma vez um astrólogo me disse: está em seu Mapa sua missão nessa vida – a Lua em Câncer na 9ª casa. Quem sabe de astrologia entenderá.

Comecei a tentar entender o que é oculto aos olhos físicos há 36 anos, através da Teosofia – Charles Leadbeater, Annie Besant e Helena Blavatsky até que, 4 anos depois, Ricardo Lindemann, então presidente da Sociedade Teosófica me disse que ‘estava na hora de entrar’. Tornei-me membro da Loja Dharma da Sociedade Teosófica. Foi com ele também que inicie minha formação em Astrologia.
Mas a Teosofia não me ensina tudo. Estudava Teosofia, Alta Magia e Tarô como caminho iniciático ao mesmo tempo. Descobri G. O. Mebes, Papus, Eliphas Lévis, Aleister Crowley e muitos outros.
Mas, apesar de tantos estudos, faltava algo que desse o real sentido dessa vida. Então descobri a Deusa, há 26 anos. Dois anos depois, fundei meu primeiro coven
.
Enquanto caminhava pela Antiga Fé, outras pessoas surgiram com suas dádivas em meu caminho.
Em 1992 conheci o lama tibetano Chagdud Tulku Rimpoche e fui por ele iniciada em Budismo Vajrayana – Tara Vermelha. Quando Rimpoche mudou-se para o Brasil, organizei o Seminário Internacional Religioso em sua homenagem, no Lindóia Tênis Clube de Porto Alegre.
Em 1993 fui inciada em Reiki I e em 1994 em Reiki II por Jason Thompson. No solstício de verão de 1999, Carmem Heller Barros me iniciou como Traditional Reiki Master, após meses de aprendizado.

Em 1997 minha relação com a Deusa e com o Sagrado Feminino sofreu uma profunda transformação. Acontecia em Glastonbury, UK, o II Goddess Conference. Atravessei o oceano para chegar a Avallon pela primeira vez. Conheci lá maravilhosas sacerdotisas da Deusa, como Lady Olivia Durdin Robertson, Katty Jones, e Levanah Morgan, que por conta de visões que tive num ritual à Arianrhod, me convidou para a Fellowship of Isis.
Foram muitas as peregrinações por lugares sagrados do sudoeste da Inglaterra e muitos os rituais feitos em cada um desses lugares – Stonehenge, Avebury, Silbury Hill, Sanctuary, West Kennet Long Barrow e, pela bondade e manifestação da Deusa de Lammas, um Crop Circle que encontramos no caminho.
Mas a jornada mais significativa e transformadora aconteceu pelas mãos da então Guardião do Chalice Well: a jornada à sagrada Ilha de Avallon. É uma experiência intensa que inclui cerca de cinco horas de caminhada pelo labirinto do Tor. O Tor é uma colina com sete patamares e, em cada patamar alcançado, um ritual para que pudéssemos finalmente alcançar a entrada da Ilha Sagrada, uma pequena caverna escondida sob pedras. É ali que depositamos as oferendas que trazíamos nas mãos e nos permitem adentrar Avallon, e lá permanecer espiritualmente por 7 dias, convivendo com seus mistérios.
Encerro aqui a história de Avallon. Já lhes contei o que pode ser contado.

Na volta ao Brasil, publiquei uma matéria falando sobre o que é permitido falar, acompanhada de uma entrevista que fiz com Katty Jones no jornal O Exotérico, do qual fui a principal colaboradora e assistente de edição por 12 anos.
Nos anos que se seguiram participei de trabalhos da Unipaz, fiz jornadas de tambor, danças circulares, tendas de suor, recebi de Mônica Giraldez o lindo trabalho de Reconsagração do Ventre e, em 2003 fiz a jornada do Milionésimo Círculo, com May East – um lindo trabalho para formação de Guardiãs de Círculos Femininos.
Em 2004 fundei meu último e atual coven: o Círculo da Lua Negra.
Bem, paro por aqui, mas deixo abaixo um resumo.
Não quero cansar os leitores com mais histórias de uma bruxa velha.
com amor
Mara Barrionuevo, Kaillean Kerr Morrighan na Arte

*Pesquisadora das áreas de ocultismo e magia desde 1981
*Pesquisadora de tarô, professora e taróloga desde 1991
*Coordenadora de grupos de estudos sobre a Antiga Fé desde 1991
*Sacerdotisa/ oficiante de Círculos mistos – antiga Fé desde 1992
*Congressista do Gooddess Conference 1997 (trabalhos com Lady Olivia Durdin-Roberson, Levanan Morgan e Kathy Jones, entre outros). Peregrina do Lammas Tor Maze Walk – iniciação dos Mistérios das Sacerdotisas de Avallon – guia: Guardiã do Chalice Well
*Guardiã de Círculos do Sagrado Feminino desde 1997
*Reconsagradora de Ventres desde 2000 – aprendizado iniciático com Mônica Giraldez
*Integrante da Tenda da Terra/UNIPAZ/2002
*Integrante de grupo de Danças Circulares Sagradas/2003 com Miriam Tlaija
*Formação como Guardiã de Círculos em 2003 - Milionésimo Círculo com May East
*Iniciada em Budismo Vajrana por Chagdud Tulku Rimpoche em 1992
*Idealizadora do Iº Seminário Internacional de Espiritualidade e Cultura Religiosa em Porto Alegre – Lindóia Tênis Clube - 1994
*Membro da Loja Dharma da Sociedade Teosófica desde 1993
*Astróloga formada por Ricardo Lindermam – Loha Dharma - 1994
*Iniciada em Reiki I em 1993/Reiki II em 1994 por Jason Thompson.
*Iniciada como Traditional Reiki Master por Carmem Heller Barros em 1999
*Assistente de edição e principal colaboradora do Jornal O Exotérico por 12 anos. Matérias para os jornais Status Vitae, Athame e Aquarius
*Palestrante com foco nas culturas da Deusa em Porto Alegre, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro
*Inúmeras entrevistas para TV sobre inúmeros aspectos da Espiritualidade desde 1992
TV Guaíba (programa Mandala)  - RBS TV - TV Barriga Verde (SC)


*Palestrante/convidada UFRGS – Curso de Ciências Sociais/2015 – Tema: Bruxaria

domingo, 30 de outubro de 2016

Cathbodva



Aquela necessidade de encontrar o Norte
Terra, inverno, frio, morte
Atravessar o Véu Entre os Mundos
Visitar o País do Verão
Morada dos que se foram e dos que voltarão
Adormecer no útero Dela, Sagrado Caldeirão
A Roda, morrer e renascer
germinar, crescer, florescer

Dormir e sonhar outra vida
Quem sabe não mais acordar
Mas não dá para escapar
Toda manhã, novo alvorecer
É sempre assim, morrer e renascer

Então amanhã, quando o sol apontar no horizonte
e a urgência da vida chamar pra mais um dia
Vou empunhar Tua espada, Senhora da Guerra
Pintar o corpo de ocre e de terra
E sair pra batalha que há muito me espera
Nessa guerra  o Corvo comigo
Se lança sobre o inimigo

Anoitecendo, quase Samhain 
Lá fora, nua, hoje é Negra a Lua
Dançam estranhas criaturas nessa festa
Dela a festa na minha floresta
Um brilho da Lua Negra tatuado quando nasci
Bem aqui, invisível na minha testa

Sîd, Glan Dicinn, revoada de Banshee
Morreu a Sacerdotisa Branca
Nasceu a Feiticeira
Feita de Bruma, Ar, Água, Fogo e Terra
Armadura vestida pra guerra!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

DIA MUNDIAL DA DEUSA PORTO ALEGRE

DIA MUNDIAL DA DEUSA PORTO ALEGRE
PARQUE MARINHA DO BRASIL
Av. Borges de Medeiros, 2713

Venha celebrar conosco o dia mundial da Grande Mãe com muita música, dança, poesia, palestras, oficinas, pintura coletiva, reiki, sorteio de brindes e ritual com dança espiral.

PROGRAMAÇÃO

13h00 – Recepção
Equipe de organização identificada com crachá
13h30 - Mini Palestra – O Culto à Grade Mãe
* Mara Barrionuevo
14h00- Oficina - Desbloqueio e alinhamento dos Chakras
* Janinne Herrleinn.
14h30 - O Feitiço da Poesia
* Aninha Barbosa
15h00 - Palestra – A Bruxaria na Educação Convencional
* Aninha Barbosa
15h30 - Oficina de Danças Celtas
* Grupo An Yesh
16h10 – Intervalo
* pic nic de confraternização
* pintura coletiva do vaso para ritual de encerramento
* sorteio de brindes
16h40 - Círculo Feminino – A Roda das Deusas
* Mara Barrionuevo
16h40 - Círculo Masculino – A Deusa e o Sagrado Masculino
* Fernando Augusto Rodrigues
17h30 - Dança do Ventre e Tribal Fusion
* Dani Oliveira
17h50 - Dança Tribal
* Carina Schneider
18h10 – Bruxas no Rock
* Janinne & Morrighan Herrleinn
18h30 - Encerramento
* A Carga da Deusa – Dança Esipiral

ATIVIDADES PARALELAS
* Tenda do Reiki
Durante todo o evento será oferecido gratuitamente Reiki aos participantes
com Janinne Herrleinn e reikianos disponíveis
* Tenda de Oráculos
* Pintura coletiva de vaso para rito de encerramento

O QUE TRAZER
Esteira, cadeira ou almofada para sentar
Lanche e/ou bebida não alcoólica para compartilhar
Flores para o ritual de encerramento

CONTRIBUIÇÃO
Uma lata de leite em pó para doação a orfanato.

Coordenadora local: Mara Barrionuevo (Kaillean Kerr Morrighan)
Contato: circulo.da.lua.negra@gmail.com
Página no facebook:
https://www.facebook.com/Dia-Mundial-Da-Deusa-Porto-Alegre-1075515619183534/
Blog:
http://the-cauldron-of-the-goddess.blogspot.com.br/
Site:
www.worldgoddessday.com/brasil/
Informações: (51) 8658.9899

Fotografia:
Nathalie Pires - @neh8.art - fone (51) 9119.3229
Rai Santos - OTX Cinematográfico
Filmagem:
Jorge Macchi
Brindes:

Vanessa Jardim

domingo, 20 de março de 2016

40 anos de Fellowship of Ísis

Ontem, 19 de março, muita gente pelo planeta comemorou os 40 anos de fundação da Fellowship of Isis.
E eu, tenho algo para contar? Tenho e, quase 19 anos depois, resolvi compartilhar.

Lammas, 1997. Isle of Avalon Fundation. 2º Goddess Conference.
Glastonbury, Somerset, UK

E lá estávamos nós – meu ex-marido e eu, no meio de um ciclo de palestras, workshops, vivências e rituais.
A palestra seguinte seria de da co-fundadora da Fellowship of Ísis, Lady Olivia Durdin-Robertson. Enquanto esperávamos por Lady Olivia, entra para falar uma senhorinha magrinha, curvada, marcas da avançada idade no rosto, um cabelo desarrumado usando um vestido muito simples. Tecido escuro salpicado de florezinhas, como aqueles de nossas avós.

Aos 84 anos, Lady Olivia me ensinou a primeira lição, mesmo antes de começar a falar: não é a aparência, os adornos ou a pompa de vestes rituais que determina quem é você na fila do Círculo.  Um sacerdócio incansável e uma infinita sabedoria se escondem, por vezes, atrás de um vestidinho florido.
Dos ensinamentos dela naquele dia, num inglês carregado de sotaque irlandês – embora tenha nascido em Londres, tenho certeza de que ninguém naquela sala esqueceu.
(A imagem da foto não é daquele dia. É da FOI, Lady Olivia 
Prs. H.)



Num outro momento do Goddess Conference, a palestrante da hora era bem diferente: muito mais jovem e bem vestida, portava um cajado adornado por uma linda bola de cristal.
Uma chatice sem fim a conversa dela. Uma hora falando sobre seu precioso cajado, cuja madeira viera de Wales e a bola de cristal, sei lá ...dormi no meio da história. O nome da moça era Levanah Morgan.
(mais uma que me ensinou: jamais julgue superficial uma sacerdotisa que você não conhece, por uma hora de história)


No final da tarde, Levanah faria um rito com os sacerdotes que vieram com ela. Ritual fechado para quem tinha experiência em rituais. Me interessou o tema: visualização conduzida por espelho num labirinto para chegar a Caer Arianrhod. Hummm ... a moça deve ser sacerdotisa celta.

Para participar da visita a Caer Arianrhod, precisávamos de um espelho.
E pequenos ‘desastres’ em ritual, daqueles que você quer se esconder de vergonha, mas também tem vontade de rir, acontecem nos melhores Círculos.
Pouco antes do ritual, cadê o espelho? Esqueci. Meu ex-marido e eu corremos pela High Street me busca de algum espelho. Encontramos e corremos de volta para o local do ritual.

Chegamos em cima da hora, esbaforidos de correr. Um lindo altar e, na frente dele o precioso cajado. Alexis, ligeiramente atrapalhado tropeça e ...cadê o sagrado cajado? Antes de quase derrubar o altar, o cajado já estava no chão, ligeiramente desmembrado. A maravilhosa bola de cristal correu pelo salão para algum lugar escondido (vantagens de treinamento e disciplina, Levanah não avançou nele, tampouco nos colocou para fora.)

Todos sentados no chão, sacerdotes nos Portais, eu esquadrinhado com os olhos o local atrás da bola de cristal. Achei num canto escondido, mas não dava para furar o círculo e buscar. Ai sim, Levanah tentaria me matar.


Mas, para além da palestra chata e do pequeno ‘desastre’, ela conduzia com maestria o trabalho ritual.
Abertos os Portais, vi um ser alado descer bem no centro do Círculo, olhando para cada um de nós. Mara, para. É animismo. Esfrega os olhos.
Humm .. não pode ser animismo. O rito é celta e quem está ali é “apenas” Ísis Alada. Terminado o ritual, contei para o ex-marido a visão. E ele faz o que? Conta pra Levanah.
Ela me olhou com um cara de espanto e perguntou: você sabe quem somos nós? Respondi que não; me interessou o rito celta.
- Nós somos a Fellowship of Isis (brasileira boca aberta!).
Ah tá, então, então ... é então eu vi Ísis.
- Alguém dê à brasileira desastrada a ficha de filiação, se ela aceitar. A visão de Ísis em ritual nosso, não dá para ignorar.
Levanah continua por ai, para não me deixar ‘mentir sozinha’.

Lady Olivia nunca se limitou ao maravilhoso castelo de sua família na Irlanda, sede da FOI. Criou inúmeros projetos e uma rede de partilha.
Essa rede é chamada de Centro de Projetos Especiais da FOI.
Para administrá-la, Lady Olivia nomeou a Rev. Levanah Morgan, Prs. H.


Parabéns à Fellowship of Ísis pelos 40 anos de fundação.
Minha admiração, respeito e gratidão à Lady Olivia Durdin-Robertson, que nos deixou, mas jamais será esquecida. Seu nome está escrito nas estrelas.


Abençoada Isis, gratidão eterna por ter-me permitido cruzar o caminho de Lady Olivia. Gratidão eterna, embora não saiba até hoje o que fiz para merecer a visão da Tua beleza num ritual.


Minha admiração e respeito à Levanah Morgan que, mesmo depois do ‘pequeno desastre’ da quebra de seu cajado, demonstrou que um verdadeiro HP está muito acima do ego e reconheceu a visão de uma brasileira desastrada.


Ancestors. Blood, Spirit,
We had the honor to drink of their wisdom.
19 years ago I heard her teachings.
She left this world in November 2013. Gratitude for having been with us for so many years.
I miss her immense wisdom and humility.

Blessings, Lady Olivia Durdin-Robertson.